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Pragmatismo

Atenção às matérias publicadas pelo Pragmatismo Político sobre o racismo no Brasil. Se você é daqueles que ainda acha que isso não existe tente explicar a piadinha do Faustão se referindo a uma dançarina como aquela que tem “cabelo de vassoura de bruxa”. O racismo está no nosso dia a dia e, para acabar com ele, é preciso reconhecê-lo.

1. Faustão, o “cabelo de vassoura de bruxa” de Arielle e o silêncio da mídia.

Um comentário deselegante de Faustão, em seu programa do último domingo (20), repercutiu mal nas redes sociais. O apresentador se referiu a Arielle Macedo, uma bailarina negra, como aquela que tem “cabelo de vassoura de bruxa”. […]

O comentário gerou revolta nos movimentos negros. “Diante desse lamentável comentário racista do apresentador Faustão, eu, assim como muitas mulheres negras, não vi como uma brincadeira e não aceito piada com esse teor, ainda mais vindo de uma emissora elitista e racista que é a TV Globo”, afirmou Lilian Araújo, da Frente Pretas, da UNEafro.

Maria Rita Casagrande, das Blogueiras Negras, também criticou a piada do apresentador global. “É inaceitável o racismo mascarado de piada, de gracinha, o constrangimento em nome do riso fácil. A mídia de maneira geral desvaloriza a beleza negra, reserva a nós os papeis que nos cabem segundo o senso comum, a empregada, a iletrada, a prostituta, o bandido, algo que naturaliza o preconceito e só traz prejuízos”, lamentou a ativista. […]

2. “Claro que me ofendi”, diz Arielle sobre comentário de Faustão

Na sua página do facebook, a dançarina disse ter se ofendido e que é normal ouvir comentários parecidos com o do Faustão.

“Sobre o episódio do Faustão de ontem… fico muito feliz pelo carinho e por de alguma forma vcs me defenderem! Se me ofendi… claro, na hora sim! Mas apelidos é o q mais recebo por aí na rua. Só que eu tenho a minha forma de me manifestar quanto a isso. O cabelo é meu, a vida é minha e me acho linda, e isso é o mais importante! Não me deixo oprimir por nada e nem opinião de ninguém!”

3. “O Brasil é um dos países mais racistas do mundo, mas o racismo é velado”.

Europeus e norte-americanos encontram nossas portas escancaradas e nossos melhores sorrisos quando aportam por aqui, mesmo que estejam vindo de países falidos e em situação irregular. No entanto, um estudante angolano com visto e com dinheiro no bolso, continua sofrendo preconceito. Foi este o caso da estudante Zulmira Cardoso, baleada e morta no Bairro do Brás, em São Paulo, no ano passado. Vítima de um ato racista, a estudante virou o mote de uma musica que Badharó compôs para que o crime não fique impune. Isto porque tanto as autoridades brasileiras quanto as angolanas não deram sequência nas apurações e o crime segue impune.

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