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Carta Escola

A Carta na Escola frequentemente publica matérias interessantes do ponto de vista histórico sobre os grandes conflitos da atualidade, como os da Síria ou da Ucrânia. Minha atenção se voltou especialmente para esse artigo sobre a guerra no Congo, país vitimado no século XIX pelo imperialismo belga. Recomendo a atenção, principalmente dos alunos de 3º Ano. Abaixo, cito alguns trechos. Para ler a matéria completa, clique na imagem acima.

A República Democrática do Congo (RDC) tem recebido crescente atenção da mídia brasileira, graças aos desafios humanitários no país e ao protagonismo que o Brasil, por intermédio do general Carlos Alberto dos Santos Cruz, vem adquirindo na Missão de Paz da ONU local (Monuc, hoje Monusco), a maior e mais cara empreitada de paz das Nações Unidas. Não obstante, a realidade do maior território da África Subsaariana, há décadas marcado por conflitos, é desconhecida e pouco explicada. Hoje o país vive uma proliferação de grupos armados, violência endêmica e caos humanitário, devido, sobretudo, às heranças da história colonial e pós-colonial e dos anos de guerra. Há esperanças, porém, no potencial de estabilidade político-econômica e no estabelecimento de novas parcerias internacionais.

A realidade da RDC envolve alguns aspectos históricos. A primeira herança marcante foi a colonização belga. Embora a colônia representasse 80 vezes o tamanho da metrópole, esta deixou marcas profundas e nocivas. Entre elas, a forte exploração econômica – combinada com práticas cruéis de opressão da força de trabalho – e a instrumentalização de grupos étnicos para dividir e controlar a sociedade. Esses dois instrumentos engendraram constante dependência de recursos naturais e commodities (borracha, cobre, urânio, algodão, ouro) – exportados por redes viárias que buscavam mais o escoamento de produtos que a integração do território – e da exploração de etnias pelos interesses no poder. Entre as rivalidades fomentadas, destacam-se a entre os lunda, luba e lulua, no Sudeste, e a entre congoleses, banyar­wanda e banyamulenge (descendentes de tutsi e hutu de Ruanda), no Leste.

Outras heranças marcantes foram os conflitos internos pós-coloniais e as escolhas políticas de lideranças nacionais. Por outro lado, a colonização trouxe frutos positivos, criando uma das economias mais pujantes da África, sobretudo devido aos crescimentos agrícola e industrial. Esse potencial pós-independência (1960) foi prejudicado, temporariamente, pela guerra civil precoce, e, de forma mais permanente, pelas políticas presidenciais. No primeiro caso, além da incapacidade administrativa gerada pela insuficiência do sistema educacional colonial para os nativos, as divisões étnico-regionais resultaram em graves conflitos políticos, concretizados nos separatismos de Katanga e Kasai. As disputas nesses enclaves mineradores (de cobre/cobalto e diamantes, respectivamente) envolviam rivalidades entre luba, lunda e lulua e foram posteriormente suprimidas com apoio da ONU. Além disso, a Crise do Congo (1960-1965) aglutinou rivalidades próprias da Guerra Fria, como o assassinato do primeiro-ministro do país, Patrice Lumumba, em 1961,com participação belga e apoio da CIA, e a explosão de movimentos revolucionários no centro e no leste do país, suprimidos com apoio dos EUA e da Bélgica. A guerra causou a morte de 200 mil pessoas e o seu fim foi marcado pela ascensão do militar Joseph-Désiré Mobutu (1930-1997) com apoio ocidental (EUA, França e Bélgica).

Com o falecimento de Nelson Mandela em dezembro passado, o líder sul-africano ganhou as manchetes dos jornais de todo o mundo. Nossa presidenta, Dilma Rousseff foi uma das que discursou em seu velório (YouTube). Mandela foi um dos principais responsáveis pelo fim do Apartheid (Globo Educação), sistema de segregação racial ora instalado no país (Carta Capital). Ainda hoje, 20 anos após do fim da segregação oficial, o país ainda sofre as consequências dessa época terrível (Carta na Escola). Para contemplar essa atualidade, preparei um material especial sobre a dominação imperialista da África do Sul. Baixando o material abaixo, você pode entender melhor como se formou o sistema de segregação racial que oprimiu por décadas os sul-africanos.

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A partilha imperialista da África é um dos temas mais relevantes da atualidade, uma vez que se discute muito o desenvolvimento do continente africano e suas perspectivas. Acontecimentos recentes, como a guerra no Congo (leia na Carta Capital e na Carta na Escola), têm relação direta com a exploração sofrida pelo continente nos séculos passados (que se estende até hoje?). Clicando abaixo, você baixa o material de apoio desta aula. Abraço e bons estudos.

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Após discutirmos o conceito de imperialismo, bem como seus mecanismos de dominação ideológica, vamos à prática. Em três exemplos, Índia, China e Japão, vamos tentar entender como se deu a dominação imperialista na Ásia. Clicando na imagem, você baixa o material de apoio para a nossa aula.

Bons estudos!

Imperialismo na Ásia

Essa é a parte da matéria de imperialismo que eu mais gosto. Quais as ideias, as teorias, que justificavam a dominação do ocidente sobre os demais países do globo? Essas ideias, essas “desculpas”, são o que se chama de “mecanismos ideológicos”. Tema do texto de apoio em anexo. Como o assunto é mais complexo do que posso resumir em uma página, sugiro os links abaixo para uma leitura mais aprofundada.

Bons estudos!

Mecanismos ideológicos

UOL Educação. Evolucionismo: seleção natural é a ideia central do darwinismo.

UOL Notícias. Darwinismo social nada tem a ver com a ciência de Charles Darwin.

Polegar opositor. Eugenia X Evolução.

Nova Escola. Herbert Spencer, o ideólogo da luta pela vida.

História e-história. Racismo e teorias raciais no século XIX.

Feiúra é de quem vê

A Revista de História da Biblioteca Nacional publicou este interessante trecho mostrando a indignação de Arthur de Gobineau, um dos principais teóricos racialistas do século XIX com a miscigenação da população brasileira. Bom para refletir! =)

O racismo ‘científico’ do século XIX nublava os olhares das elites brancas europeias quando estas tentavam descrever outras populações, inclusive a brasileira. É o que revela um escrito do conde de Gobineau (1816-1882), diplomata e um dos principais teóricos racistas. O pensador francês, que foi amigo de D. Pedro II – apesar das suas opiniões opostas –, esteve no Brasil entre 1869 e 1870 e ficou chocado com a miscigenação do nosso povo: ‘A população é mulata, com sangue viciado, espírito viciado e feia de meter medo. (…) os resultados [da mistura de brancos, negros e índios] são compleições raquíticas que, se nem sempre repugnantes, são sempre desagradáveis aos olhos’. Gobineau não podia imaginar que, décadas depois do seu infeliz julgamento, a miscigenação seria reconhecida como um dos nossos grandes patrimônios – e que a beleza brasileira ganharia o mundo”.

Já está disponível a primeira parte da nossa matéria de Imperialismo. Espero que gostem.

Bons estudos!

Imperialismo pt. 1