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Após um longo e tenebroso inverno, finalmente um material de apoio para as turmas de Segundo Ano. Trata-se da segunda parte da nossa matéria sobre a Formação Territorial do Brasil, quando vamos abordar o papel dos bandeirantes paulistas nesse processo. De quebra, a matéria é praticamente a introdução para o nosso próximo conteúdo: a mineração na América portuguesa. Para baixar o texto de apoio, é só clicar na imagem abaixo. E atenção aos links sugeridos! Eles são essenciais para complementar seus estudos.

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Links sugeridos.

Sobre os bandeirantes:
1. Revista de História da Biblioteca Nacional. Mito mutante.
2. Revista de História da Biblioteca Nacional. Dossiê Bandeirantes.
3. UOL Educação. Bandeirantes: heróis ou vilões?
4. HistóriAtiva net. O bandeirante Fernão Dias (esse texto serve de exemplo da perspectiva do bandeirante como herói).

Sobre a destruição do Quilombo de Palmares:
1. História Brasileira. Guerra dos Palmares.
2. Comissão Pró-Índio de São Paulo. A resistência no Quilombo de Palmares.
3. Educacional. A destruição de Palmares.

Sobre a resistência indígena no Brasil Colonial
1. História Net. Resistência indígena.
2. IFCH UNICAMP. Resistência indígena à colonização cristã.
3. A noção de “guerra justa” no Brasil Colônia.

Atualidade sobre a destruição das comunidades indígenas:
1. Carta Capital. A nova “guerra justa” aos índios.

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Que tal conferir as duas entrevistas abaixo com o arqueólogo brasileiro Walter Neves? A primeira publicada pela Revista Pesquisa FAPESP e a segunda pela Revista de História da Biblioteca Nacional, ambas renomadas em divulgação científica. Você vai ficar sabendo mais sobre a Arqueologia no Brasil, a Pré-História brasileira e a ocupação da América.

Boa leitura!

RHBN. Walter Neves: Luzia é apenas a ponta do iceberg.

Pesquisa FAPESP. Walter Neves, o pai de Luzia.

Almanaque.

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Quando li essa curiosidade da seção Almanaque na Revista de História da Biblioteca Nacional logo lembrei dos meus alunos do 2º Ano, que acabaram de estudar sobre a União Ibérica e a Restauração Portuguesa. Muito interessante.

A independência do reino de Portugal em relação à Espanha foi recebida com alegria por muitos lusitanos em 1640, quando chegou ao fim a União Ibérica. Mas, segundo a lenda, deixou uma nuvem sinistra pairando sobre a nova dinastia, a de Bragança. Conta-se que o novo rei, D. João IV, desferiu chutes em um frade franciscano que lhe havia pedido esmolas — o religioso, em resposta, lançou uma maldição: todos os primogênitos da família morreriam antes de assumir o trono. O fato é que quase todos os homens primogênitos da casa de Bragança morreram nestas circunstâncias, até o fim da monarquia no Brasil (em 1889) e em Portugal (em 1910). Apenas dois escaparam: D. Pedro V, que assumiu o trono português em 1853, morrendo oito anos depois e passando o trono para o irmão; e D. Carlos I, também em Portugal, que virou rei em 1889 e foi assassinado (junto com seu primogênito) em 1908. No Brasil, os primogênitos da Casa Imperial foram enterrados no convento dos franciscanos, supostamente como uma forma de aplacar a maldição.

Feiúra é de quem vê

A Revista de História da Biblioteca Nacional publicou este interessante trecho mostrando a indignação de Arthur de Gobineau, um dos principais teóricos racialistas do século XIX com a miscigenação da população brasileira. Bom para refletir! =)

O racismo ‘científico’ do século XIX nublava os olhares das elites brancas europeias quando estas tentavam descrever outras populações, inclusive a brasileira. É o que revela um escrito do conde de Gobineau (1816-1882), diplomata e um dos principais teóricos racistas. O pensador francês, que foi amigo de D. Pedro II – apesar das suas opiniões opostas –, esteve no Brasil entre 1869 e 1870 e ficou chocado com a miscigenação do nosso povo: ‘A população é mulata, com sangue viciado, espírito viciado e feia de meter medo. (…) os resultados [da mistura de brancos, negros e índios] são compleições raquíticas que, se nem sempre repugnantes, são sempre desagradáveis aos olhos’. Gobineau não podia imaginar que, décadas depois do seu infeliz julgamento, a miscigenação seria reconhecida como um dos nossos grandes patrimônios – e que a beleza brasileira ganharia o mundo”.